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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Um dia


uma musica talvez
um olhar
talvez uma dor
seu dia nebuloso
talvez eu cultive
uma noite qualquer
uma vez que eu consiga
 estar com você


                                  silvano

terça-feira, 5 de março de 2013

Receita

Receita

Eu amei sem pensar
Em curtas fazes, curtas fazes
Um equilíbrio arrependido 
                                    Te procurei sem seçar
                                    Caminhos tortos, monstros e outros deuses
                                    De rosto prostado, um labirinto psicodélico
Dilua em agua morna por trés minutos
Uma colher e meia das de chá de açúcar mascavo
Tomar em pequenas porções ao longo do dia
Repouso absoluto e pronto

domingo, 27 de maio de 2012

fraqueza


Fraqueza
Ainda que eu a espere com ansiedade
Parece que o certo é ir correndo atrás
Mas, não quero demonstrar fraqueza ou insegurança, sei agora, ainda me amas
A espera parece doce
                                     
                                         Silvano

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Desespero


E essas palavras que me circundam agora
É quase um vício, uma convulsão
Um desespero, a força inútil de contelas
O Simplício mal que lhe beneficia
E agora estou preso, estou sóbrio
Quem é você ?
Diga agora, para que eu me perca em paz
                                     
                                                  Silvano

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Tristeza profunda


Sem o valor da soma ou sem a soma do valor

A preguiça dos sentidos ou os sentidos dela

A falta de sua presença e a presença da sua falta

Sua ignorância me isola

 E meu isolamento lhe causa ignorância

Pura, nua, crua e seu cárcere é aceitável

Profunda tristeza na presença da mensagem

Silvano

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Adri


Compadeço-me de tua censura
Seus afagos me concedem graça
Ouvistes-me chamares
Como quem queres a taça

Consumi o prezado
Para te encher de pedrada
Suspiro me abraça
Enquanto plumava

Es perfeitaes minha
Pois, aqui me permita
Com sorriso se passa

                                                                                         silvano

domingo, 13 de maio de 2012

sagaz


Vem meu doce ,pois sou mais veloz
Minha alma lhe protegerá
Com meu sangue lhe darei calor
Tiras pedaços de mim se quiseres
Sou teu, me agradas quando me machuca
Fere-me com sorriso
Inconsciente minha ciência
Sou mais forte agora
Sou voraz, sagaz, meu lazer tua luta
Meu sistema está calmo
Tens medo do meu pensamento
Meu calado sua injuria
Um porão vazio preenche agora
Podes sair quando vires a luz
Volátil, maligno, radioativo
Minha alma lhe protegerá 

                                      silvano

Bons eventos


São bons eventos
E não há momentos
Que eu aguarde, pois você não ficou

Ainda longe, meus pensamentos
Já não me agrada, ainda que me matou

Tudo que tirou de mim, está ao vento
Procuro pedaços, foi o que me restou
 
E não há um momento
Que eu não tente
Agora sou, o que você conquistou

Procuro agora a mesma química
Era forte também
Aquilo que nos juntou

Eu levo agora como exemplo
Pois era forte
Ainda que longe, meus pensamentos
       
                                                                      Sivano

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Inconseqüente


Minha brincadeira é teu pecado.
São pequenas coisas do meu ser.
Não te assombra, meu amor.
Pois estou só e isso já aconteceu comigo.
Gostaria de te ver nua, mais uma vez.
E selar aquele velho pacto.
Gostaria que fosses calma e me ouviste.
Pois agora tenho o que dizer.
Havia luz em nossos dias sei que agora não há.
Um inconseqüente desejo de nos possuirmos.
Não fujas de mim.
Pois agora, tenho o que dizer.

                                              Silvano

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Seu nome


Eu desejei tanto você
Que o que desejo tens o seu nome

Eu desejei tanto você
Que poderia voar se desejastes o mesmo
Não era possível te ver, pois não enxergava com clareza

Eu desejei tanto você
Que hoje não fico mais só, tenho uma dor
Irreversível de compânia

Eu desejo tanto você
Que agora enxergo com clareza
Poderia voar sem dor
Pois não durmo sem dizer seu nome

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Amor


     Eu lhe adestro com a minha sonora
     A espera de seus filhos, seus partos

                              Eu lhe percebo e você me atrai
                              A cara nua de encontro ao chão

     Eu lhe afirmo que outrora
     Respeitava o assunto
     Mais que a sombra do seu caixão
     Dominava-se se assim tivesse o domínio

                           Eu lhe consumia e aguardava com respeito
                           Aquém agradeço, com atos de covardia

      Eu lhe escrevi, pois agora escrevo
      Com pinta de escritor que na lápide
      Da minha cova conta um conto de humor

                             Eu lhe permitia rir da minha falta de pericia
                             Por mais impróprias caricias, desafoguei a rotina.

       Eu lhe servia de instrumento e ainda, se me chamareis
       Pois sinto falta do seu gozo e da falta de pudor

                                 Eu lhe sugava com respeito só porque tocava
                                 Minha mão quando me perdia e com exímia destreza
                                 Sufocava-me de pureza e só com graça de quem
                                 Puni a si mesmo, fazia amor.

Eu vi você


Olá, hoje tive pressa de chegar
Ainda não sei bem o lugar, acho que era onde eu via você
Onde você não me via
Onde nos vimos, compactuamos com isso
Ainda existe uma enorme gratidão nesse lugar
Hoje eu tive pressa, de sair e não ser visto
Encontro inconsciente marcado
Onde você não me via
Acho que era onde eu via você
Volto a me perguntar sem saber as mesmas respostas
Olá hoje eu vi você
Ainda há uma enorme paz em minha alma
Onde você não me via
Hoje tive pressa de ser visto
Compactuamos com isso

                                                          silvano

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Queda livre



Sentinela sou eu do seu sono

Caia inconciente, que eu te levarei nos braços

Ó delírio sonoro a sombra desses gemidos

Me aperfeiçôo como seu provedor

E neste instante já não me enchergas, apenas me sente

Como a luz que lhe desperta lhe sucumbindo como de um mal

E de ofegantes reações, a procura de sentir

Uma quase dor, que embreaga, não sentindo os sentidos

Sem temer limites, nem a dor do corte

Nem a presença de um justo, a sombra desses gemidos

Apenas queda livre

                                                                               silvano

lírio de seus olhos



Flores no jardim, o lírio de seus olhos
Desafiam minha visão
Flores no jardim, há uma verdade em estar aqui
Flores, ainda ouço a velha canção
Ainda ouço, flores no jardim
Sexo ao entardecer, flores
Um grito e o eco da canção

                                                silvano

quarta-feira, 18 de abril de 2012

amor de tantos



Esse amor eu quis para mim
                 Um amor de tantos hoje eu ouvi falar
Havia um espaço
                 uma lacuna a ser preenchida
Havia um amor
                   sim eu quis para mim
Um amor de tantos
                    ontem eu ouvi falar
Havia um espaço
                    um amor sim esse amor
Esse amor eu quis para mim.
                                                    silvano
---------------De dois cliques para fechar-----------------